Eu sei que tenho realmente sido falho com vocês fiéis leitores. Falho por que não tenho escrito o tanto que deveria/gostaria e por que contratei para o meu blog um bando de pessoas inúteis cuja única função tem sido apenas ter uma foto sua na coluna alia do lado. Nesses momentos eu me sinto um tanto quanto idiota, pois se era apenas pra colocar fotos ali eu poderia ter colocado a Thaila Ayala, a Salma Hayec e a Kate Perry que são muito (mas realmente muito mesmo) mais bonitas que o Bruno, JV e o Matheus. Mas enfim amizade é pra essas coisas né. Falando em amizade vou deixar no fim do post um vídeo que fala sobre amizade. Na verdade não fala sobre amizade mas é um remake de uma cena de Grease – Nos tempos da brilhantina, feito num sábado a tarde pra ajudar no trabalho de inglês da Vanessa que deveria ser entregue na segunda de manhã. Mas voltemos a falar do blog.
Como eu estava sem idéias pra postar resolvi fazer um TopFive e o tema escolhido foi “A Divina Comédia” de Dante Alighieri. Tudo bem que eu não li o livro todo ainda (na verdade eu tinha parado de ler mas o fato de eu ter assistido a saga Hades de Cavaleiros do Zodíaco [São Seya segundo o nome original] me fez voltar a le-lo) mas isso não impede que eu tenha melhores momentos já escolhidos.
Se você gosta de poesia, ou de inferno, ou de italianos(as), ou dos três, ou qualquer combinação com duas das opções anteriores, você irá gostar de ler isso aqui. Então vamos lá.
Em quinto lugar Virgílio dando hadouken no bando de capetas:
Avançou para além do extremo da ponto, mas quando firmou os pés sobre a sexta borda e já por ela subia, foi-lhe preciso mostrar coragem no gesto, pois qual matilha furiosa investe contra o pedinte exausto que parou à espera da esmola, assim os demônios investiram contra ele, brandindo as armas. Gritou-lhes ousado: ”Que nenhum se atreva! Antes avance até mim um dentre vós, e ouça-me, decidindo depois se mereço golpes ou bom tratamento.” O bando deliberou: “Que vá Malacoda!” Adiantou-se o que se chamava assim, ficando para trás os demais. “Que desejas?” perguntou Malacoda. Respondeu-lhe o mestre: “Acreditas que aqui chegaria ,de ti e de tuas armas não padecendo medo, se não o fizesse por ordem de um Querer Superior? Deixa-me passar, pois esse Poder Divino dispôs que eu a outrem servisse de Guia.” Tão duro foi o golpe com tais palavras vibrado sobre o orgulho do demônio, que aos pés deixou cair o forcado, ao tempo em que aos de sua grei clamava: “este não seja perseguido ...”
Canto XXI – versos 64-87
Em quarto lugar Virgílio mandando Dante deixar de ser preguiçoso:
“Coragem!” , animou-me o Mestre. “Não é cedendo ao ócio nem refestelando-se sobre plumas que se conquistam os prêmios de valor. Aquele que à inatividade se entregar, de si deixará sobre a terra memória igual ao traço que fumo risca no ar e a espuma traça na onda. Supera a fadiga,vence o topor, recobra o ânimo, que das vitórias sobre os perigos, a primeira é a da vontade sobre o corpo. Pensa que devemos subir muito mais alto e que foi pouco o haver saído desse abismo. Se o que disse te aproveita, demostra-o.” Levantei-me, porcurando mostrar ânimo e coragem que não possuía. Disse ao Guia: “Sigamos! Sobram-me forças e ousadia!”
Canto XXIV – versos 46-60
Em terceiro lugar Virgílio mandando Dante parar de ser chorão:
Apoiado na saliência do rochedo eu chorava com tamanho estridor que o Mestre me interprela: “És, como os demais um insensato? Aqui, é virtuoso o que piedade não sente – pois quem pode ser tão perverso quanto o que se apieda do mau castigado pela Justiça Divina? Ergue, pois, a fronte e fita aquele que abismou na terra ante os tebanos que lhe gritavam: “Para onde te precipitas Anfiarau, que por tão estranho modo deixa os campos de guerra? “ E, entrementes, no abismo ele imergia até o sítio onde Minos a todos aferra. Por haver tentado com os olhos penetrar o futuro, tem as costas no lugar do peito, e é recuando que caminha, podendo enxergar apenas o que já passou.
Canto XX – versos 26-39
Virgílio falando da namoradinha do Dante e o Dante pagando-pau pra ele:
“Assim falou-me ela, volvendo-me olhos brilhantes de lágrimas, com que apressava minha vinda ao teu encontro. Aqui me tens, conforme pedido dela. Cheguei a tempo de salvar-te da fera quando pensavas subir ao monte pelo Sol batido e ela espanto te causou. Que temes pois? Por que ainda hesistas? Por que guarda no peito tanto receio? Por que à ação e à coragem não te decides? Não te basta que no Céu roguem por ti três excelsas Senhoras, que por meu intermédio, boa fortuna te prometem?”
Então, quais flores que durante a noite se fecham e se abatem com o frio, para se abrirem e erguerem viçosas, ao calor do Sol, assim a minha coragem se alteou renovada e no meu coração o ardor tanto se avivou que pude exclamar: “Ó Senhora que em socorrer-me foste compassiva; e tu, que ao rogo dela prontamente obedeceste, gentil ao mando e forte na execução, tuas palavras acenderam –me no peito o desejo ardente de cumprir tudo quando me propuseste. Sigamos, pois, que um só é nosso comum desejo; serás meu guia, meu senhor, meu mestre.”
Canto II – versos 115-140
Em primeiríssimo lugar como não poderia deixar de ser o clássico inscrito nos portões do inferno (que foi o que Seya e Shin leram antes de ir ao Arqueronte):
“Por mim se entra no reino das dores; por mim se chega ao padecer eterno, por mim se vai à condenada gente. Por amor à Justiça criou-me o Poder que tudo pode, pois que sou obra da Suma Sabedoria e do Amor Supremo. Antes de mim, apenas foram criadas as coisas eternas e, como estas, eu eternamente existo. Deixai aqui todas as esperanças, ó vós que entrais.”
Canto III – versos 1-9
http://www.youtube.com/watch?v=HkoS9l--o8g
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