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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Por que a humanidade não vai pra frente

Eia!

Eis que começo uma nova série aqui no blog. Me atrevo agora a tentar entender por que afinal de contas a humanidade não vai pra frente. É claro que se você olhar pra questão tecnológica e mais um monte de coisa você vai dizer que a humanidade avançou sim. Mas no fundo você olha ao redor e sabe que tem algo errado. Talvez estejamos acostumados com a rotação da Terra e estejamos só em ciclos. Não importa. O que sei é que penso e que acho que a humanidade não vai pra frente, e vou esclarecer meu ponto de vista nesta série de capítulos indefinidos e frequencia desconhecida


Hábitos



Certos animais tem hábitos noturnos. Outros hábitos diurnos. Um dos problemas da humanidade é que ela não tem hábitos bem definidos.
Algumas pessoas vivem de dia, outras de noite, mas o grande problema é que a maioria fica dividida entre ambos (e de uma forma não muito bem definida). Tomo por exemplo minha própria pessoa. As segundas, quartas e sextas, faço estágio das 7h30 às 10h50. As terças, tenho um outro estágio, das 19h00 às 22h30. Nessas mesmas terças tenho aula às 8h20, enquanto na sexta a aula é as 19h00. Poderia explanar  mais meu horário, mas penso que isso foi suficiente. Agora, por mais que eu seja (e olha que eu nem sou) convencido, sei que definitivamente não sou único no mundo. Nem mesmo entre meus circulo de amigos.
Amizade é o elemento que torna as coisas mais caóticas. Não que a amizade seja algo, ruim, muito pelo contrário, e é isso que torna as coisas difíceis. Por que o grande problema não se dá com seus horários, mas na necessidade de socialização presente em cada um de nós e, na necessidade de, que para que isso ocorra , combinar horários.
O que acontece então é que acabamos por extrapolar nossos horários de modo a não viver isolados. Então não importa que horas você tenha que acordar, você vai dormir tarde de mais, pra aproveitar alguma coisa dessa sua vida presa nas responsabilidades do mundo moderno, e nas obrigações que temos e toda essa crítica que todo blogueiro já fez um dia. Você vai ficar até um pouco mais tarde na casa da namorada. Vai estender sua conversa com o amigo por pelo menos mais meia hora no portão. Vai pegar o caminho mais longo entre a pizzaria e sua casa.
Como as pessoas passam a dormir pouco, elas ficam com sono, no  horário fora de hábito, e passam a fazer as coisas mal feitas. Seus dias serão mais cansativos, mais chatos. Sua lista de coisas procrastinadas vai aumentar. E vai faltar força pra elas saírem desse ciclo. Elas não podem mudar de hábitos, pois suas responsabilidades não irão mudar. Assim a vida vai seguindo. Ficam infelizes, resultado de não dormir. Se dormem, não se socializam e a solidão às ataca do mesmo jeito.Uma solução proposta são as redes sociais. Mas essa é outra critica que todo blogueiro já fez, e todo mundo já sabe como funciona.

E assim,, a humanidade segue, sem ir pra frente ...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia da Toalha


Quer ler uma crítica à humanidade em praticamente todos os seus aspectos de uma forma leve e extremamente divertida ? Sugiro a série de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy originalmente) de Douglas Adams.

Se você for um bom leitor de entrelinhas vai adorar.

 

O livro é tão jóia, que foi criado um dia (não adicionaram um dia ao ano, apenas pegaram um dia que já existia e deram um significado pra ele) em homenagem a ele e seu autor. O dia por acaso é hoje 25 de maio, e não é dia do Orgulho Nerd (embora tenham associado essa data à esse dia por que a maioria dos leitores do Guia são nerds), mas sim o dia da toalha.

 

Então feliz dia da toalha a todos e Don’t Panic

 

“O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas.

Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valo prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: "Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha." (sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível.)”


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eu queria


Eu queria ser a sua garota favorita. Eu queria que você pensasse que eu sou a sua razão de estar no mundo. Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito. Eu queria que sem mim o seu se partisse. Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir. Eu queria que você precisasse de mim. Basicamente, eu queria que você me amasse. Tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi. Eu queria que nós pudéssemos ser algo.

Autor desconhecido

E cada dia as coisas parecem piores
Ate que chega um ponto que a gente cansa, e descansa
Um no colo do outro

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Deus, ônibus e toda essa brasilieragem!


Adoro o meu país. Não pelo governo, muito por sua geografia e principalmente pelo seu povo. Chega a ser absurdo. A brasileiragem é algo extraordinário.
Terça-feira. Depois de uma tarde toda estudando sou expulso da biblioteca, pois é hora de fechar já. Chove, e há uma prova de cálculo no dia seguinte a me esperar. O ponto lotado. Pontos lotados e o corredor de ICEx me levam a crer que existem pessoas totalmente despreparadas para viver coletivamente (um rapaz gordinho do meu lado quase furou meu olho com seu guarda-chuva algumas vezes). Eis que chega ao tão esperado S53. Nos momentos da vida que você pensa que pegou o busão mais lotado da sua vida então você pega o ônibus mais lotado da sua vida. A situação estava tensa (hora que você lê ouvindo a voz do Gil Gomes). Ter lugar para se segurar ela luxo para poucos. O motorista no desespero deixava as pessoas entrarem pela porta de trás. Eram mais de 22h00. As pessoas olhavam umas as outras tensas...

...mas eis que a brasileiragem surge, e no meio da desgraça, encontra-se graça! No meio da viajem, um zum-zum zum (um com hífen e outro sem pra não errar). Risadas, piadas, gracinhas. Todos se esqueceram que a densidade de pessoas por metro quadrado estava além da capacidade lógica do ser humano e resolveram ser felizes ali mesmo. Quando desci do ônibus (pela porta da frente por que não dava pra ir até o fundo) estava bem. Conforme o busão foi se esvaziando, eu também fui, e sai de lá com um sentimento de descanço, uma paz quase que ... divina! Paulo Brabo e Ed Rene Kivitz me fazem pensar que se Deus se manifesta na natureza, é ali também que Ele se esconde. E por que não fazer o mesmo no fundo de um ônibus lotado, no fim da noite de uma terça-feira chuvosa ? Talvez um velhinho que ao perceber que está sendo olhado, dá uma piscadela, abre um meio sorriso, reclina a cabeça contra o vidro e volta a fingir que está dormindo. Ou a criança no colo da mãe com os olhos curiosos sobre você. Ou a senhora que conta a história da vida dela enquanto está sentada ao seu lado. Ou você quando se oferece a carregar a bolsa do estudante cansado. Sejam suas motivações religiosas, pessoais ou puramente aleatórias, há algo de divino, de gracioso em toda essa brasileiragem que teima em surgir nos momentos mais inoportunos e inesperados.

“...E verás que um filho teu não foge à luta!”


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Encontros


O primeiro encontro
Eu caminhava. Era um dia estranho. Tínhamos resolvido nossa história sim, mas continuava sendo um dia estranho. Talvez por que eu não gostasse da resposta que obtive, ainda que não tivesse nenhum contra argumento melhor pra usar. Depois de longas semanas uma resposta é melhor que nada.
Eu caminhava. Com a cabeça meio confusa eu caminhava. Caminhar, meu recanto, minha fortaleza, meu lugar. Melhor do que qualquer cama, abraço,  álcool, caminhar sempre me ajudou  a me organizar.
Eu caminhava. E então eis que nossos olhares se cruzaram. Ele parado eu caminhando. Não o reconheci de imediato. Talvez a confusão do dia tenha deixado minha mente lenta. Quando associei tudo parei. Saquei o celular. Não gosto de mentir então fiz uma ligação para ter uma desculpa pra sentar no banco que convenientemente eu acabara de reparar. Ele andando eu parado. Estranho, achei que ele estivesse esperando o ônibus. Não atenderam minha ligação. Melhor assim. Levantei-me, atravessei a rua. Ele andando eu andando.  Separados, próximos e separados de novos. Outra troca de olhares. O meu ônibus. Tentei dar-lhe um tchau, mas ele já não olhava mais.
Eu caminhava. No meu íntimo uma vontade de rir, uma vontade que só eu irei entender...

O segundo encontro
Deixa acontecer naturalmente ... Já cantou um grupo de pagode do qual eu não me lembro. Foi o combinado. A parametrização de curvas havia me tomado toda a tarde. O frio fez com que a fome chegasse mais cedo.  Um conto muito bem escrito me segurou um pouco. Por fim o cansaço se juntou a fome, eu deixei meu claustro rumo ao restaurante. E ela também. Iamos jantar juntos, naturalmente como a música sugeriu. Naturalmente uma amiga foi acrescida ao grupo. Na porta do restaurante aprendi que devo manter sempre meus documentos no mesmo lugar, pois se os mudo não me lembre que o fiz. Na falta deles voltei ao claustro  buscar o que me faltava e deixamos um reencontro em aberto. No caminho encontro um grupo de bons amigos indo ao restaurante. No caminho de volta encontro outro grupo de bons amigos. Quando finalmente estava pronto para me sentar, havia um grupo de bons amigos em uma mesa. Um grupo de bons amigos em outra mesa. E ela em uma terceira mesa. É claro que havia mais algumas dezenas de mesas mas elas não me importavam. Eu tinha de certo modo três compromissos marcados pra mesma hora. 
Escolhi o primeiro encontro. Mas a disponibilidade de pessoas me deu idéias e eu o abandonei.  As idéias falharam. Quando resolvi mudar de idéia novamente era tarde de mais.
No meu íntimo, uma vontade de não sei o que, uma vontade que nem eu nem ela e nem ninguém vai entender...


O terceiro encontro

Era cedo. O sol não raiara ainda.  Caminhava. Dessa vez não para pensar nem para me refugiar. Apenas por costume.  Andei até o sol raiar e andei mais um pouco ainda. Ao final da caminhada havia ainda um ônibus . Lá estava ele. Palavras de baixíssimo calão atravessaram minha mente. Por sorte ele não me viu. Teria sido constrangedor. Mais do que  trocar palavras no primeiro encontro. Mais do que se o segundo encontro fosse forçado.  Via ele conversar com alguém que não importa e sua voz me irritava. Poucos pontos depois descemos juntos. Ele não me viu. Sorte.  Mal presságio o encontro com ele.  Fosse outra pessoa que não eu, teria sido suficiente pra azedar um dia.
No meu intimo uma vontade de gritar, xingar, que qualquer um iria entender.

A conclusão
Foi como o encontro dos três espíritos natalinos. Mas não foi passado, nem presente, nem futuro que me visitaram.
O estranho que me fez rir e só eu entendi;
a próxima que me fez confuso e ninguém entendeu;
o distante que me fez raiva e todos entendem;

Diferente também do que acontece com os espíritos natalinos,os encontros não mudaran minha vida. Posso aprender muito com isso, mas ainda não me esforcei pra que isso aconteça. Talvez no futuro seja minha histórias de encontros que mudaram minha vida. Hoje foram apenas encontros...



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Avisos

Já dizia Don Vito Corleone, "Não é nada pessoal, são apenas negócios". João Vitor, Bruno e Matheus, vocês são ótimos amigos pra cantar molejo, brincar de improviso, nad ... e muitas outras coisas, mas não para serem autores do pés sangrentos (afinal de contas o pé de vocês nem sangra). Eu dei o recado e vocês não levaram a  sério (nem eu na verdade) e isso estava causando problemas. Veja só, eu ia fazer uma postagem mas o JV falou que tava escrevendo uma. Ai pra não ficarem postagens muito próximas cronologicamente falando eu abri mão de fazer a minha. Depois o Bruno fez a mesma coisa. E tem postagem de alguém aqui nessa budega ?? Não tem!!! E ai o blog começa a morrer de novo!!!! (notem a progressão aritmética da pontuação)

Então vou assumir a responsabilidade pela vida do infeliz e vou ficar só eu e o Spooky aqui. Tudo bem que o spooky sou eu, mas eu não lembro mais o email e a senha dele então por enquanto ele continua sem postar.

Enquanto eu estava aqui escrevendo acabo de contratar uma nova autora. Lorenna Duarte.
Pelo menos se ela não postar agora é uma foto de uma mulher bonita que está aqui. Seja bem vinda e prepare-se para ser parada por toda uma legião de fãs ensandesidos. E não é por que você é menina e é bonita que não está sujeita à demissão, então fica ativa ai!

E gostaria de dizer que o universo (pensando nele como uma entidade) é divertidíssimo. Ontem tive um encontro fantástico com um autor de um blog que gosto muito ( do blog, não o autor). Pena que pouquíssimas pessoas irão entender a diversão disso, e por motivos de segurança acho que não irei postar mais detalhes.

E gostaria também que vocês entrassem no meu outro blog de poesias afinal isso é um blog de um homem só (tá tem outra autora agora mas eu tinha pensado na frase antes dela entrar aqui) mas sou um homem de dois blogs.

E uma frase de Douglas Adams pra acabar bem o post

“Seres humanos, os únicos a terem a capacidade de
aprender com a experiência de
outros, mas também são notáveis ​​por
sua aparente relutância para fazer
isso.”

E logo acima tem uma postagem dela já. Leiam, comentem ou não e façam o que quiser